sábado, 28 de junho de 2008

Um outro eu

Olhando para esse céu escuro,
Eperando pelas chuvas vermelhas
Que chegam cada vez mais perto
De minha satisfação.

Você,meu senhor,sente-se.
Espere...e adormeça para sempre.

Queria que não fosse assim,
Mas a satisfação é imensa;
Não sou o demonio que todos pensam,
Apenas uma pessoa que ninguém conhece.

Esse é mais um vício que alimento,
Tenho medo,
Mas quero ver se esses demonios aguentam
Conhecer essa pessoa desconhecida.

Espero
Assustado,
Zangado,
Abalado
Pela aprovação do meu eu maior.

...

Você,meu senhor,sente-se.
Espere...e adormeça para sempre,
E leve com você
A culpa de sua própria morte.

Nícholas Mendes.

2 comentários:

Iago disse...

Realmente, você se supera a cada poema. Esse ficou fantástico! Tomara que essa inspiração nunca acabe ;D
Nem preciso falar que adoro o seu blog e pra qualquer coisa estou aí.
Ah, e obrigado por nos fazer melhor postando essa poesia maravilhosa.

juliana disse...

Nic!Muito boa..muito boa mesmo!essa poesia!
adorei..como sempre!

Notas do autor:

Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.

O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.

Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

Tudo é mais do que pode parecer:

Tudo é mais do que pode parecer:
Veja as coisas com todos os olhos.