sábado, 26 de julho de 2008

O saber

Sabe aquele seu abraço,
Aquele seu abraço,
Que é bem apertado;
Sabe,ele até foi bom,
Um tanto desanimado,
Um tanto bagunçado.

Sabe aquela outra vez,
Daquela outra vez,
Que fomos tão felizes;
Pena é,até pensar,
Que tudo vai passar.

Sabe meu querido amor,
Meu mais puro amor,
Sempre foi só seu;
Esperar nunca foi certo
Mas estar tão perto
Sempre foi tão incerto.

Sabe aquele seu olhar.
Aquele seu olhar,
Que sempre me enganou;
Pena é,n
unca achar,
Alguém com esse olhar.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

Um comentário:

Iago disse...

Você realmente se supera a cada dia. Nesse poema, você apresenta uma poesia mais reflexiva, típica dos poetas que conseguem dominar totalmente sua obra. Você apresenta um pensamento claro, consciente de suas imensas capacidades, de forma que as aplica de forma inigualável. Tenho certeza que esse poema é o início de sua maturidade literária, prenunciando a aurora de uma poesia cada vez mais brilhante. Parabéns e muito, muito sucesso pra você, o qual tenho certeza que virá em breve. Até mais.

Notas do autor:

Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.

O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.

Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

Tudo é mais do que pode parecer:

Tudo é mais do que pode parecer:
Veja as coisas com todos os olhos.