Três caminhos,
Três decisões,
Três decepções,
Três carinhos,
Três destinos,
Três destintos.
Confusões do coração,
Que destroem a essência humana,
O raciocínio;
Que levam à eterna loucura,
Loucuras que formam labririntos.
Três estações,
Três corações,
Três choros,
Três coros,
Quatro suicidios,
Quatro bem-sucedidos.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
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Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
Um comentário:
Fantástico esse poema! Cara, não tem nem como explicar direito. A primeira estrofe, por sua simplicidade e por deu enorme apelo sonoro e rítmico, é profundamente marcante, e une-se com perfeição à última estrofe, mostrando a incrível capacidade que você tem de conduzir um poema sem se perder. Aliás, é genial o contraste entre o "três", presente na maioria dos versos, e o "quatro", nos dois últimos. Não poderia ter feito antítese melhor! Enfim, desde o título, simplesmente divino, esse poema mostra-se digno de grandes escritores, como é o seu caso. Ah, sobre a segunda estrofe: melhor "entreato" (falando em linguagem teatral), impossível. Pra terminar, mais uma vez parabéns, obrigado por escrever e até o próximo post.
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