Pego meu cigarro,
O que eu tenho?
Raiva.
Vejo te no fim da rua,
O que eu sinto?
Euforia.
Espero a noite,
A madrugada.
Caminhadas noturnas;
Cemitérios supostos.
Essa tem sido minha rotina.
Bebo meu vinho,
O que procuro?
Paixão.
Vejo te ir embora no fim da esquina
O me acontece?
Tristeza.
Espero o dia,
Minha tarde.
Vícios inventados;
Versos deduzidos.
Essa tem sido minha rotina.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
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Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
2 comentários:
Pra começar, pode esquecer esse negócio de que você não tá tão bom e tal porque você se supera a cada poema, de forma impressionante.
Quanto a esse poema especificamente, me lembrei de dois grandes nomes de nossa Literatura ao lê-lo: Gregório de Matos e Carlos Drummond de Andrade. Com um estilo conciso e cortante, você criou um poema encantador, que nos leva a penetrar nesse submundo da paixão não correspondida.
Imagens fortes já são uma característica sua, a qual você domina ao ponto de reinventá-la e renová-la infinitamente., como observa-se em "Vícios inventados/Versos deduzidos".
Enfim, você a cada dia se mostra um poeta fantástico, que merece a minha mais profunda reverência. Meus parabéns, continue assim, pois você ainda vai ser reconhecido como o mestre da poesia que você é.
Flww, até o próximo post.
Nih..Essa poesia é de uma solidão imensa, tao imensa e profunda que deixa quem a lê, por uns instantes se sentindo tao só!
achei muito linda!ah..sempre lindas suas poesias Nih!
:D
adorei!
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