Vejo minha mão...
Uma mão ímpar
Gélida e solitária
Temos uma mão só.
Não há para ela
Uma outra, macia.
Ela se abre por total
Sem nenhuma resposta.
A mão da moça,
Leve e macia
como nuvens claras,
não reage.
Aquela pequena
Apenas brincava só
Com os pés e chinelos,
Sem mãos.
Minha mão fria
sem um par quente.
Não engana-me,
Mão na luva não esquenta.
Sobra-te mão
Essa caneta que seguras
Sobra-te chorar nesse papel
As tintas desse poema.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
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Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
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