Lembra-te
Que os magos diziam aos teus reis:
"Ande, levante, bota tua coroa real
E governa sozinho o teu reino."
E que o conselheiro,
Que desgostava as palavras,
Murmurava aos ouvidos reais
Ser culpa daqueles, as secas e chuvas abundantes.
E também lembra que o rei, leão,
Levantava, apontava e gritava ao reino:
"Cortem-lhes as cabeças!"
E ainda não se esqueça
Que os magos morriam, o conselheiro ria,
O rei já dormia e o povo em alegria.
Nícholas Mendes. (Puck Todd)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
Um comentário:
Genial! Síntese perfeita da relação entre poder e sabedoria, infelizmente observável até hoje, quando não há mais reis nem magos, mas sim o povo "em alegria".
Poema muito bom. Sua capacidade de análise vem aumentando cada vez mais. Meus parabéns! E você pode continuar nessa veia crítica que você tem potencial. Até o próximo post!
Postar um comentário