Sou poeta e não sei se amo.
Talvez ame; talvez odeie
Cada flor e toda estrela desse mundo.
Talvez toda a paixão delirante
Que nós, mortais, nomeamos amor,
Esteja diante da minha face
Em forma de vermelho berrante
Desse modo eu só o pré-sinto
Sem vê-lo, nem ouvi-lo
Ou tocá-lo, ou degustá-lo...
Demais, sem cheiro também.
Como tudo o que há nessa imensidão
Formado de átomos
Que o homem não vê.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
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Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
Um comentário:
Hey! Resolvi voltar de novo, quem sabe não fico de vez agora...
Quanto ao poema, mais uma vez você soube demonstrar seu talento, tanto na escolha do tema - a dúvida - quanto no tratamento do mesmo - que recebeu toda a fineza e a profundidade que lhes são devidas.
Particularmente, agradaram-me muito os dois últimos versos. Neles você conseguiu expressar com perfeição o paradoxo de saber e ao mesmo tempo não saber,sentir e não sentir, ser e não ser.
Enfim, parabéns, você continua num magnífico voo ascendente - cujo ápice espero que dure o máximo possível. Até o próximo post!
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