sexta-feira, 17 de julho de 2009

A voz.

Oh! Poeta, como és tolo!
Tu entregas as tuas palavras à todos,
Revelas os teus segredos à qualquer um.
Tu ofereces esmolas generosas à qualquer coitado.

Ande, poeta, ande!
Fure o vento e tampe os ouvidos.
Recolha as pedras e as armas
E mata esses barões dissimulados.

Guarde os teus mistérios;
Conserve em pequenas caixas espalhadas,
Tranque-os por entre mil chaves incopiáveis.

Vai, poeta! Vai e sopra aos mares tuas cacholas,
Empurre morro abaixo esses vigaristas,
Sejas tu mesmo. Sejas, tu, o poeta desse mundo.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

2 comentários:

Fernando Neves [ KroSS ] disse...

Interessante esse teu poema.
A gramática está muito boa! Curti ler...

Apesar do poeta ser o mestre no fingimento ainda acredito que há parcialidade em alguns sentimentos. Escrever com emoção é só para aqueles que já sentiram emoção. Escrever o verdadeiro amor é só para aqules que sentiram o Amor. Escrever sobre a dor, só para aqueles que sentiram a dor...

É isso o qu'eu penso.
Gostei do teu texto, mas não conseguindo por aqui o paralelo que estabeleci.

xD

Cynthia Osório disse...

tolices e poetas são sempre necessários!!
muito bom!

Notas do autor:

Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.

O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.

Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

Tudo é mais do que pode parecer:

Tudo é mais do que pode parecer:
Veja as coisas com todos os olhos.