Oh! Poeta, como és tolo!
Tu entregas as tuas palavras à todos,
Revelas os teus segredos à qualquer um.
Tu ofereces esmolas generosas à qualquer coitado.
Ande, poeta, ande!
Fure o vento e tampe os ouvidos.
Recolha as pedras e as armas
E mata esses barões dissimulados.
Guarde os teus mistérios;
Conserve em pequenas caixas espalhadas,
Tranque-os por entre mil chaves incopiáveis.
Vai, poeta! Vai e sopra aos mares tuas cacholas,
Empurre morro abaixo esses vigaristas,
Sejas tu mesmo. Sejas, tu, o poeta desse mundo.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
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Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
2 comentários:
Interessante esse teu poema.
A gramática está muito boa! Curti ler...
Apesar do poeta ser o mestre no fingimento ainda acredito que há parcialidade em alguns sentimentos. Escrever com emoção é só para aqueles que já sentiram emoção. Escrever o verdadeiro amor é só para aqules que sentiram o Amor. Escrever sobre a dor, só para aqueles que sentiram a dor...
É isso o qu'eu penso.
Gostei do teu texto, mas não conseguindo por aqui o paralelo que estabeleci.
xD
tolices e poetas são sempre necessários!!
muito bom!
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