quarta-feira, 18 de março de 2009

La vie de bohème

Não tenho mais teus abraços capitosos
Nem os olharem assassinos,
Tão pouco sinto teu cheiro venenoso
Nesses dias que repassam.

Não tenho mais os gozos das manhas,
Os fogos das tardes,
Nem ao menos as canções eróticas e noturnas;
Meus braços vazios agora dormem quietos.

Não mais me alucino com bebidas,
Nem rio com teus gritos hilários de criança.
Não cuido e nem vigio, não vivo, apenas lembro.

A vida boêmia se foi, acabou,
Vejo-te agora em dias soltos e marcados...
Oh! Droga de infames dias normais.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

2 comentários:

Notas do autor:

Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.

O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.

Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.

Nícholas Mendes (Puck Todd)

Tudo é mais do que pode parecer:

Tudo é mais do que pode parecer:
Veja as coisas com todos os olhos.