Além de tudo
Transformo também, em poesia,
Aquele teu carinhoso abraço.
Não sei o tempo que gastamos
Nos abraçando gentilmente;
Talvez apenas os relógios com ofícios divinos
Tenham marcado aqueles segundos infinitos.
Se isto vos parecer mentira,
Desconfiado leitor,
É que nunca trançastes os braços
No corpo feito de uma humana tão bela.
Se ainda teima em duvidar,
Meu caro leitor curioso,
Ai sim eu te digo
O que aqueles abraços me foram
E me fizeram.
Senti-me como criança mimada
Enquanto durava aquele aperto eterno.
E aquela sua droga de abraço viciou-me.
Por mais que eu me quisesse lúcido.
Deixarei assim,
Nomeado o teu abraço,
Abraço de droga.
Não se desgaste também,
Leitor precoce,
Procurando em vão vícios perdidos,
Tais amores só nos aparecem com o tempo.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
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Notas do autor:
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça;
Que ainda falta muito para um final.
Afinal ninguém define um final
Sem se empenhar no começo.
O final não é sinônimo de morte,
Não é antítese de início,
Não se compara com a vida
E não significa própriamente um final.
Se por acaso seu começo é fraco
E ainda teme um final,
Simples
Viva sempre no meio;
Pois é ai que você pensa que o livro não tem fim.
Nícholas Mendes (Puck Todd)
Tudo é mais do que pode parecer:

Veja as coisas com todos os olhos.
2 comentários:
abraços sempre são bem vindos..
aind mais quando é abraços de pessoas amadas..
Mara
é perceptível a intensidade e precisão com que você escreve cada verso de seus poemas.
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